Textos Variados

Blog feito como Trabalho de Português pela aluna Carla Rafaela da Silva, segundo ano do ensino médio.


A RAPOSA E A CRIANÇA

Existia um lenhador que acordava às seis da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. Esse lenhador tinha uma linda filhinha Ágatha, de 6 anos e uma raposa, sua amiga, a qual tratava como bicho de estimação e era de sua total confiança. Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa brincando com sua filhinha. Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos do lenhador alertavam-lhe que a raposa era um bicho, um animal selvagem e,  portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome, devoraria a criança. O lenhador, sempre retrucando com os vizinhos, falava que isso era uma grande bobagem, que a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:
- Lenhador, abra os olhos! A raposa vai devorar sua filhinha.  Quando sentir fome comerá sua filhinha!
Um dia o lenhador, muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, ao chegar em casa, viu a raposa, abanando a cauda, feliz como sempre, e com a boca totalmente ensanguentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, acertou o machado na cabeça da raposa.
Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou sua filhinha no berço, dormindo tranquilamente, e ao lado do berço uma cobra gigante, morta. O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.  E chorou.  Chorou . Chorou muito.

MORAL DA HISTÓRIA:
Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensam e dizem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar, mas principalmente seja astuto e nunca tome decisões precipitadas. A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.  Quem vai pela cabeça dos outros é piolho. Não se deixe emprenhar pelos ouvidos.

O CÃO E A SOMBRA


Um cão, com um pedaço de carne na boca, atravessava uma ponte sobre uma correnteza. Olhando para baixo, viu a própria sombra dentro d'água. Pensando que o reflexo era um outro cão, com um pedaço maior de carne na boca, decidiu roubá-lo e, para tanto, abriu as mandíbulas. O pedaço de carne caiu na correnteza e lá se foi . . .
Quem tudo quer, tudo perde.